Na hora em que se fala de ganhar um presente, é uma alegria só. É um tal de “muito obrigado” daqui, um “não precisava” dali, mas muita gente se esquece do lado ruim.
Era natal, e aquela tensão de ganhar o presente só aumentava. Os embrulhos que estavam perto da árvore eram muitos, e a cada hora aumentavam mais. Aos poucos o pessoal ia chegando, deixando o presente no pé da árvore (e o quitute na mesa de jantar). Eu sabia muito bem o que tinha pedido, mas não sabia se era o que ganharia.
No relógio já era 00:00, então nada mais óbvio do que todos ali jantarem. Depois de tudo isso, começou o amigo secreto. Os amigos vão se revelando, os presentes vão acabando, e eu só na expectativa. Meu primo anuncia meu nome. Eu abro o presente. De fato era o que eu havia pedido, mas não como eu queria.
Eu ganhei um tênis preto (tinha pedido um branco). O pior nessas ocasiões, é que você não vai ganhar outro tênis tão cedo, ou seja, tem que se conformar com aquilo. Logo depois me veio à ideia de trocar, mas não consegui. O tênis não tinha marca, quanto mais nota fiscal.
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