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05 julho 2011

Churrascada

Esse não era um dia normal, era um dia de churrasco em família. Nessas ocasiões você encontra até os parentes que não sabia que tinha. É hora de rever as pessoas que eu só encontro no velório, ou coisa do tipo.

Fui obrigado a acordar cedo pra arrumar toda aquela bagunça de casa. Nestes dias as tarefas parecem que não acabam. Você tem que lavar as grelhas, lavar a louça, comprar as carnes e mandaram eu limpar até meu quarto (o churrasco não é lá fora?). Aos poucos vai chegando o pessoal. Pior que os seus parentes são as amigas da sua mãe. Elas sempre têm que soltar a mesma frase quando te vê: “Nossa, como ele cresceu, né!”.

A carne já estava acabando e a alegria do povo também. É aqui que o nível da festa vai caindo. As piadinhas já não têm mais graça, seu tio começa a dançar (bêbado), e vão colocando qualquer coisa na churrasqueira, como: banana, mandioca, e por aí vai. Quando todo mundo já estava mais que satisfeito, e meu tio mais do que bêbado, começaram a tocar no assunto de ir embora. Por dentro eu comemorava (estava muito cansado), mas por fora era obrigado a falar: “Tá cedo tia!”.

Mas é claro que eles não vão embora, isso é só uma espécie de bons modos. Eu comecei a ver que até minha mãe já estava cansada. Aos poucos as indiretas vão saindo: “Amanhã tenho que trabalhar”, mas mesmo assim eles conseguem ficar até o jantar. No final (depois de enrolar bastante), todos vão embora, e fica bem claro o porquê churrascos em família acontecem com pouca frequência por essas bandas.

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