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07 julho 2011

Descanso da escola

“Eu estou de férias”. Essa é provavelmente a frase que todo o jovem quer dizer. Mas pelo decorrer da vida, percebi que não são todos. Quem pode dizer isso são só os que vão viajar, porque quem não tem planos, acaba “pedindo arrego”.

Se era pra eu estar feliz não sei, mas entrar de férias não era nada de mais. Primeiro que não eram férias, e sim um pequeno descanso. De qualquer jeito eu ia ter que ficar em casa, fazendo as tarefas de casa, fazendo as lições de casa. Pra piorar o meu primo (que é mestre em encher o saco), foi pra casa pra alegrar ainda mais minhas férias. Acordar todo dia com aquele ali não era fácil, tinha que ter uma paciência muito grande. Ele sobe em cima de você, fala gritando, e o pior de tudo é que ele está certo, porque é visita.

Falar que não me diverti seria um tanto mentira, mas duravam apenas algumas noites. Quando saía com os amigos, ou fazia outro programa. No geral eu não tinha o que fazer, voltando sempre para o estado “coçando” da vida. Quando minha mãe fazia um bolo, meu primo logo dizia: “Deixa eu lember a panela tia!”. Não sei o que me irritava mais, se era meu primo, o português do meu primo, as lições que tinha que entregar, ou a falta do que fazer. No MSN quando alguém perguntava: “E as novidades?”, eu logo respondia: “Nem tenho”, e o assunto acabava.

Querendo ou não a vontade de voltar para a escola só aumentava. Aquela rotina de acordar cedo todo dia, e ver todos meus amigos, era confortante e já fazia parte de mim. Um dia eu iria terminar o colegial e ver o quanto isso faz falta.

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